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* Jogadoras campeãs brasileiras
(Ricardo Silva / Assessoria)
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Após uma prorrogação não-recomendada para cardíacos o Osasco/Jaguaré/Palmeiras/UniSant'Anna (SP) sagrou-se campeão da 17ª Taça Brasil de Clubes Feminino - categoria Adulta - disputada no Ginásio do Sesi, na cidade de Caçador (SC). A competição se iniciou no dia 01 e foi encerrada no dia 05 de abril, sábado último, com a decisão, na parte da manhã, vencida pelas osasquenses por 3 a 2 ante ao Nacional Gás/Unifor/Fortaleza (CE).
O título é inédito para o Jaguaré Esporte Clube, para a cidade de Osasco e para a S.E.Palmeiras. A final foi igualmente inédita, quebrando uma hegemonia de equipes sulistas tanto em presenças na decisão, quanto nos títulos. Pela primeira vez, desde 2001, a grande final não contou com nenhuma equipe da Região Sul do país, destino dos últimos cinco troféus.
Na decisão a vantagem do empate, em caso de prorrogação, seria das meninas do Verdão, por terem melhor campanha. O Nacional Gás não era cotado como favorito, mas chegou na decisão após derrubar, de forma surpreendente, o sediante Kindermann (SC), na fase de grupos, e UnoChapecó (SC), na semifinal. O Jaguaré triunfou e eliminou o mesmo Kindermann, mas teve uma semifinal mais tranqüila, contra Hidráulica Brasil (GO).
As equipes iniciaram se respeitando, tanto que não houveram chances de gol nos cinco primeiros minutos. Somente aí que Dany quase abriu o placar, desperdiçando boa oportunidade na área adversária. Um minuto depois Alice respondeu. O primeiro tempo foi bem aberto e terminou sem gols.
Aos sete minutos do 2º tempo, Neguinha aproveita vacilo na defesa osasquense e toca na saída de Lala. 1 a 0 Nacional. Faltando dez minutos para o fim o técnico Luizinho coloca Sâmia como goleira-linha. A estratégia dá certo e, em bola rolada para a direita, Dany chuta com raiva e empata a partida. 1 a 1.
Até o fim da etapa normal, as equipes, mostrando exaustão, não conseguiram fazer muito, necessitando que a partida fosse para a prorrogação. É no tempo extra, em duas metades de cinco minutos, que as fortes emoções estavam guardadas.
O Jaguaré podia empatar para ser campeão, mas ao Nacional Gás só interessava a vitória. Faltando 2 minutos para o fim Helaine tem boa oportunidade interceptada por Lala. Entretanto, faltando um minuto e um segundo para o fim do primeiro tempo da prorrogação, a mesma Helaine põe o Nacional na frente, levando à loucura o seu banco de reservas e o técnico Wilson Sabóia.
Os cinco minutos finais da Taça Brasil foram extremamente nervosos. As cearenses se defendiam, e as paulistas atacavam com força total. Sâmia, mais uma vez, foi goleira-linha. O tempo passava, a bola não entrava, e o desespero aumentava. Eis que surge a diferença, na forma de uma pequena grande atleta. Seu nome: Jessiquinha.
Ela só tinha feito um gol na Taça. Sâmia rolou bola para Gláucia, que, marcada, passou com precisão para Jessiquinha; a ala ficou cara-a-cara com Meirinha; a camisa 12 osasquense deu um toque por cima da goleira cearense e fez o gol de empate. Detalhe: faltava um minuto e trinta e sete segundos para que o título escapasse do Jaguaré. Na comemoração explosão do banco osasquense, e gol dedicado à Aldo Teixeira, o preparador físico que deixou as palmeirenses em excelentes condições físicas. Jéssica explicou depois que conversou com Aldo "antes no banco e disse: meu gol vai sair e vou correr para cima de você."
Se as guerreiras osasquenses antes choravam de desespero - Lala confessou que estava em lágrimas após sofrer o segundo gol do Nacional - agora era o choro da alegria. Mas ainda não tinha acabado. As cearenses lutavam bravamente, puseram Neguinha como goleira-linha. A "fera" Dany se aproveitou, quinze segundos depois após o empate, robou bola em sua meia-quadra defensiva e bateu, dali mesmo. Gol do Jaguaré! Gol de Osasco! Gol do Palmeiras! 3 a 2 e o título inédito a caminho.
Os segundos finais passavam numa mistura de êxtase e alívio. Ainda ao apito final Lala bateu a gol de sua própria área. A bola entrou, o tempo já tinha acabado e, com isso, o gol não tinha sido válido. Mas as guerreiras de verde, carregando o nome de Osasco, nãos e importavam mais: o Jaguaré Esporte Clube tinha, finalmente, sua primeira conquista a nível nacional.
Um verdadeiro furacão invadiu a quadra na hora da comemoração. Foi o 1º título da parceria Osasco/Jaguaré/Palmeiras/UniSant'Anna nesse ano de 2008, e em excelente nível.
Além do troféu de campeã, as osasquenses faturaram a artilharia, com Dany, que anotou nove gols. Vale lembrar que o Jaguaré foi campeão com 100% de aproveitamento - cinco vitórias em cinco jogos. O Troféu Fair Play foi para a UnoChapecó. Embora tenha sido vices, as meninas do Nacional Gás foram muito aplaudidas, em reconhecimento de todo o esforço que apresentaram. As cearenses esperam que, agora, se dê mais atenção para o futsal feminino do Nordeste.