Por: Ricardo
Silva (08-08-2008)
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Fonte: www.lofs.com.br |
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* Lino Gomes - Atleta e Técnico na Itália
(Ricardo Silva / Assessoria)
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Eles jogaram na Liga Osasquense de Futebol de Salão (LOFS) desde crianças. Cresceram no futsal e passaram a interessar os clubes europeus. Hoje possuem cidadania italiana, alguns jogam pela seleção da Itália, mas não esqueceram de suas origens. Estamos falando dos atletas de Osasco que fazem sucesso naquele país.
Tudo começou com Lino Gomes, fixo com passagem pela AABB (Associação Atlética Banco do Brasil). Entretanto o atleta não só jogava, mas também era técnico de equipes do futsal osasquense. Desde 1995 ele comandava as equipes da AA Floresta; do Sub 09 ao Principal, Lino praticamente dirigiu todas, sendo sempre campeão ou vice das competições da LOFS. No ano de 2002 o competente técnico passou a ter clube próprio: o Esporte Lino Osasco (E.L.O.). O caminho dos títulos prossseguiu, mas surgiu um sedutor convite para o fixo: "estava jogando uma final contra o Corinthians quando fui convidado para jogar no Aosta, da Itália. Minha primeira temporada lá foi 2004/05 e comecei muito bem: fui campeão italiano Sub 21 como técnico".
Mas, Lino, como assim? Lá você é técnico também? "Sim, me divido entre as funções de jogador do Principal e técnico de três categorias: Sub 18, Sub 21 e também da Principal". O certo não seria então Lino deixar de jogar e ficar só no banco? "Foi ordem do presidente do clube, que inclusive fica no banco de reserva, como um segundo técnico; ele pediu para eu fazer os dois, sem parar de jogar, pois me considera muito importante". E os títulos provam isso. Em quatro anos Lino levou o Aosta à sete finais, conquistando três delas, além de dar o acesso ao clube da Série B à Série A2 do Campeonato Italiano de Futsal (lá é chamado de Futebol de Cinco, ou Calcio a Cinque).
Lino não esqueceu de suas origens, e passou a levar atletas para a Itália. Encontramos quatro de seu time, que estão em férias no Brasil: Thales, Benazzi, Gabriel e Diego. Junto com estes também encontramos Rodolfo, que defende o Augusta, da ilha da Sicília.
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* Rodolfo Fortino - Atleta do Udiaço disputa campeonatos na Itália
(Ricardo Silva / Assessoria)
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Fixo com origem na Udiaço (quando o clube ainda se chamava TMT), Rodolfo Fortino começou aos 13 anos na Liga Osasquense. Hoje, aos 25 anos, ainda fala com muito carinho de suas origens. "Jogar a LOFS me ajudou muito. São campeonatos fortes, com ginásios lotados e muita pressão. Sempre chegava nas finais e aqui tive um professor, que continua sendo um grande amigo meu, o Kaká. Ele tem muita importância na minha vida, pois me ajudou quando sofri um acidente terrível, que quase fez eu parar de jogar. Sou grato à ele, tanto que, sempre que estou de férias, faço questão de jogar a Liga de Osasco pela Udiaço". Rodolfo, inclusive, é o artilheiro do Campeonato Oficial da LOFS de 2008, com 20 gols.
Em 2008 o osasquense foi vice da Copa Itália, perdendo a final para o Alter Ego Luparense. Entretanto o Augusta ainda tem chance de disputar a principal competição européia de clubes, a Copa UEFA de Futsal: basta vencer a Supercopa da Itália, a ser disputada em breve.
Voltando ao Aosta encontramos Felipe Benazzi Arteiro. Revelado por Lino, o atleta está há 3 anos na equipe, sendo campeão da Série B, na categoria Principal, em 2006, e vice-campeão italiano Sub 18 (em 2006 e 2007) e Sub 21 (em 2008). Tão bom desempenho lhe rendeu a convocação na seleção italiana que disputará a primeira Eurocopa Sub 21, em dezembro. "É uma experiência interessante. Os italianos não me olham como estrangeiro; para eles é como se eu fosse realmente um italiano, mesmo tendo nascido no Brasil. É uma emoção diferente cantar um outro hino; ainda me enrolo em algumas palavras, mas sei cantar, diferente do Camaronesi, que nasceu na Argentina", fala entre risos, fazendo referência ao camisa 10 da Itália na conquista da Copa do Mundo de 2006.
Outro que está na seleção italiana é Thales. Pivô de forte estrutura física, consegue proteger a bola e fazer muitos gols. Foi também descoberto por Lino, assim domo Diego Cuciti, que está em sua segunda temporada no clube italiano. O atleta afirma que o fato de ser brasileiro não aumenta as cobranças: "é a mesma cobrança normal para todos os atletas". Cuciti relata que o Aosta tem um rival local: o Aymaville. "É um derby na cidade: o ginásio fica lotado. O Aosta tem mais torcida que o Aymaville - por sinal eles não tem brasileiros". A estrutura que o clube oferece aos atletas é boa: "não moramos em alojamento, mas sim em apartamentos; moramos em três por apartamento".
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* Diego Cuciti, Gabriel Toledo e Felipe Benazzi - eles já jogaram na LOFS, hoje estão na Itália
(Ricardo Silva / Assessoria)
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Entretanto há uma dificuldade importante na cidade do clube, Vale d'Aosta, que fica no norte da Itália: o frio e a neve. Felipe Benazzi relata que "no primeiro mês é muito bonito, mas depois fica complicado de se acostumar. Dá uma saudade do calor do Brasil". Gabriel Toledo, outro brazuca do Aosta, considera que o tipo de jogo lá é mais duro: "lá a maneira de jogar é diferente; aqui jogamos mais aberto, lá é muita marcação e contra-ataque, mas a gente consegue se adaptar". O jovem Toledo ainda não foi convocado para a Sub 21, mas tem perspectiva: "nesse ano chamaram os nascidos em 1987 e 1988; sou jovem ainda, pois nasci em 1990; mais para frente poderei ser convocado", comenta o esperançoso atleta. Mas uma diferença positiva para Toledo é a valorização dos vice-campeonatos. "Claro que o campeão é mais importante, mas o vice é respeitado e valorizado pela comunidade, bem mais do que aqui; e isso motiva bastante".
Mesmo com tanto sucesso os atletas e o técnico não deixam de lado o coração brasileiro. Lino Gomes não tem dúvidas quando perguntado sobre para quem vai torcer no Mundial de Futsal a ser disputado no Brasil, em outubro. "Tenho muito respeito pela Itália, mas claro que vou torcer pelo Brasil! Até porque boa parte da seleção italiana é brasileira; então é tudo nosso", completa com alegria no rosto. Por falar em seleção, o Aosta conta praticamente com um time completo de osasquenses. Há também, além dos quatro garotos e o próprio Lino, o atleta Thomas. Somados com Rodolfo são sete brasileiros de Osasco na península em forma de bota; daria então para fazer uma seleção italiana da LOFS.
Tantos garotos indo para a Itália deixam esperançosos os jovens atletas osasquenses que enchem as quadras da cidade nos fins-de-semana. Rodolfo deixa uma mensagem para eles: "primeiro é preciso terminar os estudos, para depois se focar exclusivamente no futsal. É preciso também acreditar em seu próprio potencial e ter certeza de que é isso que você quer. Vocês terão momentos bons e ruins, mas o importante e perseverar e contar com o apoio da família. Aí é só se jogar de cabeça e lutar pelo sonho".
Para saber mais sobre Lino Gomes e os osasquenses na Itália basta acessar o site www.linogomes.com
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